"O direito é criado pelo homem, é um produto tipicamente humano, um artifício sem entidade corporal, mas nem por isso menos real que as máquinas e os edifícios." - Gregorio Robles

14/10/2017

Trump quer porque quer guerra


Trump segue em sua louca cavalgada para arrastar o mundo para a guerra. Há pouquíssimos dias era a Coréia do Norte, que Trump ameaçou destruir totalmente ("totally destroy") direto da própria tribuna da ONU, ou seja, realizou uma ameaça de genocídio para o mundo inteiro ouvir. Agora o belicoso Donald volta suas baterias contra o Irã, ameaçando "melar" o acordo nuclear feito pelo país persa com a comunidade internacional.

Ameaças atrás de ameaças, eis o modus operandi dos EUA de Donald Trump. Há que perguntar, diante desse festival de parlapatices, quem é realmente que promove o terrorismo no mundo?

O império estadunidense, cada vez mais próximo da débâcle (não há império que dure para sempre, afinal), precisa disso, precisa da guerra. A indústria armamentista faz fortuna. E especificamente no caso iraniano há o interesse sionista (aliado nº 1 dos ianques no Oriente Médio) em eliminar os rivais regionais, e o Irã, pólo de cultura, riqueza e força desde os aquemênidas é um inimigo a ser batido, mormente após a revolução de 1979, que colocou o país persa resolutamente no campo anti-imperialista. Há outros interesses locais, também: como potência xiita, o Irã atrai a hostilidade das monarquias absolutistas sunitas do Golfo. Todos esses cavalheiros salivam ansiosamente diante das ameaças de Trump.

Em uma frase famosa Mao Tsé-Tung diz que os EUA são um "tigre de papel", ameaçador apenas na aparência. Para que as bravatas de Trump sigam apenas bravatas, é preciso que a comunidade internacional reaja. A propósito, a truculência não é privilégico dos republicanos: os democratas também são senhores da guerra, vide a política externa do "bonzinho" Obama. O império precisa disso, falamos acima.

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