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11/12/2020

A coisa pública que tem dono

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República é res publica, coisa pública. De todos. Mas certos governantes de plantão se acham donos, proprietários, e tocam as coisas como se fossem suas. É o caso da famiglia Bolsonaro, esse infausto capítulo da história do Brasil que vivemos, como um pesadelo, desde 2018. Hoje ficamos sabendo, por exemplo, da operação da ABIN para defender Flávio Bolsonaro e enterrar o caso Queiroz. ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, o serviço de inteligência civil do Brasil. Do Brasil. Mas aqui, atuando nos interesses dos Bolsonaros. Desvio de finalidade evidente. Gravíssimo. Inadmissível. Intolerável. Quo usque tandem abutere, Bolsonaro, patientia nostra?

O Marco Antonio Villa se desespera em seu bom canal no Youtube. O que mais falta, pergunta o historiador, para o impeachment? O que mais falta Bolsonaro e sua caterva aprontarem? Será possível que as instituições brasileiras sejam tão pusilânimes assim? Eu perguntei aqui no blog: Por que hesita, Rodrigo?  Já eram 31 pedidos de impeachment protocolados. Isso em maio. De lá pra cá — já estamos em dezembro — as coisas só pioraram. E nada do parlamento pautar o impedimento. Dilma caiu por muito menos, por nada. Collor foi um santo perto das lambanças de Bolsonaro. Mas Jair, nada obstante, segue se arrastando. E levando o país para o buraco.

Se confirmado o uso indevido da ABIN, isso seria o "maior escândalo da república", disse o Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil). De novo ela, a república. A coisa pública que os Bolsonaros tratam como se deles fossem. 

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