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25/12/2020

Natal, pandemia e Maiakóvski

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Ânimo a todos: já é Natal neste insólito 2020. Que ano. Histórico, sem dúvidas — não é sempre que vivemos sitiados por uma pandemia mundial. É necessário prestarmos aqui o devido tributo às vítimas e seus familiares, 1.745.861 (um milhão e setecentos e quarenta e cinco mil e oitocentos e sessenta e um) de mortes em todo o mundo neste exato momento em que escrevo, uma perda humana irreparável. Necessário, igualmente, deixarmos expressa nossa profunda indignação contra os governantes que não tomaram as medidas adequadas para evitar a catástrofe, como o nefasto Jair Bolsonaro, que desde o início minimizou (ou mesmo negou) a "gripezinha". 

As coisas melhorarão, torcemos todos. A Coronavac do Instituto Butantan (SP) em parceria com os chineses está prestes a ser disponibilizada, talvez lá para janeiro. Também aqui o jogo sujo do bolsonarismo se faz presente: como o imunizante é visto como um trunfo do governador paulista João Doria, seu rival, o já citado nefasto Bolsonaro tem boicotado a iniciativa. É uma coisa vil: a politização às custas da vida de milhares de brasileiros. 

Melhorarão, em todo caso. Com a imunização gradual da população a normalidade voltará às ruas, e com ela a ascensão da economia, ainda que no quesito as coisas não pareçam ainda promissoras. É forçoso defenestrar Paulo Guedes e sua política neoliberal, entreguista e privatista. A pandemia inclusive deixou à mostra a importância do SUS, Sistema Único de Saúde, universal e gratuito. Na cruel cartilha de Guedes nada deveria existir de público e universal — saúde (e educação etc.) apenas para quem pode pagar. Tudo se torna mercadoria, nessa lógica má. Capetalismo. Coisa de gente ruim.

Mas que a mensagem seja de otimismo, apesar de nossa justa indignação. É preciso extrair alegria do futuro, não é assim que disse Maiakóvski? Ciclos que se encerram são sempre promissores. Ótimas festas e exitoso 2021 para todos nós. 

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